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Onde os chefs comem? Com Felipe Caran, do Casa do João, em Bonito

Já se perguntou onde os chefs dos restaurantes mais badalados do mundo comem quando não estão atrás das panelas? Na nossa coluna “Onde os chefs comem” eles abrem o jogo e contam quais seus restaurantes prediletos

Chef Felipe Caran, que toca os negócios junto da família na Casa do João, em Bonito
Chef Felipe Caran, que toca os negócios junto da família na Casa do João, em Bonito reprodução Instagram

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Nascido em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, Felipe Caran cresceu dentro da cozinha. Seu pai, Seu João, comandava um restaurante na cidade e a avó era professora de culinária. E foi assim, com o cheiro e o modus operandi da gastronomia , que o garoto passava seus dias.

Aos 12 anos, Felipe e a família trocaram a cidade por Bonito, a capital brasileira do ecoturismo. Abriram um posto de gasolina, mas os negócios não foram lá tão bem. Foi aí que veio o Bar do João, que surgiu de maneira despretensiosa, mas que, passado um tempo, viria a ser um dos locais mais concorridos da cidade para se comer e beber bem.

O negócio cresceu e virou a Casa do João, um dos restaurantes mais conhecidos de Bonito e que leva o nome do pai do chef. Ali, há 14 anos, eles servem a traíra sem espinho, especialidade da casa, e também um ceviche de jacaré, sucesso no local. Autodidata na gastronomia, Felipe entrou profissionalmente no ramo aos 19 anos, mas acabou estudando Turismo e Hospitalidade, curso que o levou a trabalhar por oito anos em Londres e a morar em cinco países .

Hoje, aos 36 anos, além de ser um dos rostos à frente da Casa do João, Felipe possui projetos de empreendedorismo, dá palestras pelo Brasil e cozinha para jantares particulares. Ele brinca que só não sabe fazer doce e pão, mas que o resto, apronta de tudo. “Adoro fazer um panelão de feijoada, um guisado, churrasco. Falo que sou cozinheiro de panela”, assume.

Longe da correria de seus projetos e da Casa do João, Felipe também experimenta delícias tradicionais de Bonito e compartilha seus restaurantes e pratos prediletos:

Turquesa Árabe Natural

Turquesa Árabe em Bonito
Kibe cru, kibe frito e esfihas abertas são destaque do Turquesa em Bonito/ Foto: Reprodução/Instagram

É um restaurante de um casal amigo meu, a Erika e o João. Eles se juntaram numa história de amor e abriram este restaurante de comida árabe natural. É um local superbonitinho, com decoração delicada, atendimento rápido e comida gostosa, afetiva, com muito sabor. Eu adoro as esfihas, o kibe cru e o sanduíche de kafta que eles servem.

Rua Vinte e Nove de Maio, 976. Tel: (67) 3255-1726 ou 99230-0755

Tapera

Carne Pantaneira do Tapera, em Bonito
Carne pantaneira servida no Tapera, tradicional em Bonito/ Foto: Reprodução/Instagram

O Tapera foi fundado há mais de 35 anos, foi o pioneiro dos restaurantes na cidade e existe até hoje. O chef Tó também foi uma dos que iniciaram o turismo em Bonito: abriu uma pousada junto dos irmãos, mas acabou ficando com a parte do restaurante. O destaque é a picanha na pedra, uma comida bem pantaneira. O local é central, possui até uma árvore dentro da salão e faz parte do roteiro de Bonito.

Rua Cel. Pílad Rébua, 1961 – Alvorada. WhatsApp: (67) 99254-1301.

Juanita

O Juanita é um restaurante tradicional da cidade comandado pela chef Juanita Battilani junto dos filhos Jean e Dominique. Eles lideram a cidade com o pacu assado. Também servem o Chico Balanceado, sobremesa que leva creme de banana caramelada e suspiro queimado na hora. É uma casa tradicional, como um cartão postal da cidade. A decoração é bonita, com cores vivas, e o local é arejado.

Rua Nossa Senhora da Penha, 854 – Centro. Tel: (67) 3255-1924

Grupo Rio da Prata

Almoço pantaneiro na Estância Mimosa
Típico almoço pantaneiro servido na Estância Mimosa, do grupo Rio da Prata/ Foto: Divulgação

O grupo possui dois passeios: um é o Recanto Ecológico Rio da Prata e o outro é a Estância Mimosa. Eles fazem uma comida tradicional pantaneira no fogão a lenha. Há muitos pratos pantaneiros que gosto, como a sopa paraguaia, carne assada, entre outros, mas meu destaque é o doce de leite, que é feito por oito horas no fogo de chão. É inigualável!

Recanto Ecológico Rio da Prata: Rodovia BR 267, Km 512, Zona Rural – Jardim. 
Estância Mimosa Ecoturismo: Rodovia MS 178, Km 18, Zona Rural – Bonito. 


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